PBL – Problem Based Learning

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O que é?

O Aprendizado Baseado em Problemas (Problem-Based Learning – PBL) destaca o uso de um contexto profissional (contexto clínico em cursos da área da saúde por exemplo) para o aprendizado, promove o desenvolvimento da habilidade de trabalhar em grupo, e também estimula o estudo individual, de acordo com os interesses e o ritmo de cada estudante. O aprendizado passa a ser centrado no aluno, que sai do papel de receptor passivo, para o de agente e principal responsável pelo seu aprendizado. Os professores que atuam como tutores (ou facilitadores) nos grupos têm a oportunidade de conhecer bem os estudantes e de manter contato com eles durante todo o curso.

Como é?

A metodologia do PBL enfatiza o aprendizado auto-dirigido, centrado no estudante. Grupos de até 12 estudantes se reúnem com um docente (tutor ou facilitador) duas ou três vezes por semana. O professor não “ensina” da maneira tradicional, mas facilita a discussão dos alunos, conduzindo-a quando necessário e indicando os recursos didáticos úteis para cada situação.

Uma sessão tutorial inicial trabalha os conhecimentos prévios dos estudantes sobre o assunto apresentado; os problemas são primeiramente identificados e listados, e em seguida são formulados os objetivos de aprendizado, com base em tópicos considerados úteis para o esclarecimento e a resolução do problema (sete passos). Na etapa seguinte os estudantes vão trabalhar independentemente, na busca de informações e na sua elaboração (estudo auto-dirigido) antes da próxima sessão tutorial, quando as informações trazidas por todos serão discutidas e integradas no contexto do caso-problema.

A metodologia do PBL é considerada ideal para os estudantes que:

  • Têm iniciativa para estudar por conta própria;
  • Sentem-se à vontade formulando objetivos de aprendizado flexíveis mesmo que apresentem, por vezes, alguma ambiguidade;
  • Aprendem melhor com leitura e discussão;
  • Consideram desejável que seu aprendizado seja sempre em um contexto clínico.

Os 7 passos do PBL:

1. Leitura do problema, identificação e esclarecimento de termos desconhecidos;

2. Identificação dos problemas propostos pelo enunciado;

3. Formulação de hipóteses explicativas para os problemas identificados no passo anterior (os alunos se utilizam nesta fase dos conhecimentos de que dispõem sobre o assunto);

4. Resumo das hipóteses;

5. Formulação dos objetivos de aprendizado (trata-se da identificação do que o aluno deverá estudar para aprofundar os conhecimentos incompletos formulados nas hipóteses explicativas);

6. Estudo individual dos assuntos levantados nos objetivos de aprendizado;

7. Retorno ao grupo tutorial para rediscussão do problema frente aos novos conhecimentos adquiridos na fase de estudo anterior.

Exemplo de abordagem “passo a passo” na área da saúde para um estudo de caso/problema:

  • Que estruturas e sistemas fisiológicos o problema envolve?
  • Qual é a sua estrutura e função normal?
  • O que pode estar errado com os sistemas envolvidos, causando as queixas, sintomas e achados descritos no caso?
  • Que fatores podem influenciar as queixas (ou a doença) desse paciente, constituindo um fator de risco?
  • Faça os diagnósticos diferenciais por ordem de probabilidade, e justifique essa ordem.
  • Como confirmar o diagnóstico?
  • Qual é o tratamento? (Terapêutica)
  • Como orientar o caso? Volte ao caso e dê a resolução para ele.

Líder:
Resume os trabalhos com frequência
Faz uma estimativa de horário para os trabalhos e cobra do grupo.
Evita discussões paralelas.
Cobra a participação de todos.
Cobra referência à fontes e tempo de estudo de cada um.

1a. sessão:
Definição dos problemas, sem discussão ainda.
Discussão (BS); sem brigas. Evitar aprofundamento crítico.
Objetivos de aprendizado (LG): não muito vagos.

2a. sessão:
Cobrança das fontes/tempo de estudo.
Evitar ler direto de livros/artigos durante a discussão.

Para saber mais:

ABP. Aprendizagem Baseada em Problemas. Ferramenta de Apoio ao Docente no Processo de Ensino e Aprendizagem de Antonio Siemsen Munhoz. Editora: Cengage CTP, 2015.

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