Role-play

 role-play

O método role-play tem como premissa o fato de que o conhecimento conceitual tem por finalidade a ação sobre o real. Esse real é constituído por interesses diversos – algumas vezes, convergentes e, outras vezes, conflitantes. Ao solicitar que se adote um papel, o método role-play exige que cada aluno seja capaz de avaliar imediatamente o repertório de caminhos possíveis para a promoção de um fim específico. Isso demanda um domínio conceitual sólido e a capacidade de articular conceitos com o fim específico que se pretende atingir – tanto profissional quanto extraprofissional. Desse modo, o role-play incorpora ao espaço de sala de aula uma noção de contingência muito recorrente na prática de diversas profissões.

A utilização de jogos e simulações permite que estudantes aprendam a aplicar teoria e conceitos para buscar soluções para diversos problemas, conduzindo-as a se distanciarem das regras de memorização, tornando-os elementos ativos no processo de ensino aprendizagem.

O role-play como estratégia de ensino oferece várias vantagens para docentes e discentes. Entre essas vantagens estão: (a) o aumento do interesse, compreensão e integração do discente com o conteúdo apresentado; (b) a participação ativa dos discentes como construtores do conhecimento, deixando de ser observadores passivos do ensino ofertado pelo docente; (c) o desenvolvimento da empatia e compreensão de diferentes perspectivas, ao assumirem ativamente papéis e interagirem no jogo de papéis proposto.

Os objetivos educacionais visam desenvolver no discente quatro grandes áreas, a saber:

a. conhecimento: área cognitiva que envolve o aspecto mental e intelectual do estudante, sua capacidade de pensar, refletir, analisar, comparar, criticar, justificar, argumentar, inferir conclusões;

b. afetivo-emocional: desenvolvimento da área afetiva-emocional, que denota abrir abrir espaço para que sejam expressos e trabalhados aspectos como atenção, respeito, cooperação;

c. desenvolvimento da área de habilidades humanas e profissionais: aprender a se expressar com desenvoltura nas relações de interatividade;

d. desenvolvimento de atitudes e valores: significa assumir responsabilidade pelo seu processo de aprendizagem, a ética.

Exemplos do método Role-play utilizado em diferentes contextos e cursos:

Medicina

Educação Básica

Marketing

Referência:
SOUZA, Laudicéia Normando de Souza; CASA NOVA, Silvia Pereira de Castro. O role-play (jogo de papéis) aplicado no ensino e aprendizagem. (In: Revolucionando a sala de aula. Como envolver o estudante aplicando as técnicas de metodologias ativas de aprendizagem – 1 ed. São Paulo: Atlas, 2017).
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